...à Rua Particular, entre um escritor e um mandarim. Foi desta maneira que a Teresa enviou o SMS ao Gonçalo, no próprio dia do seu natalício aniversário! Ele pensou que ela lhe tinha preparado uma surpresa do género marota, num estaminé no mínimo duvidoso, quando, na realidade, doce e atenta, tinha reservado um quarto especial no Hotel Estoril... A Teresa é assim, completa de improvisos e imaginação... Está sempre a inventar novos pormenores que dão cor à vida de casado do Dongonca...
Na sexta jantamos com eles no apartamento em Cascais, lindamente decorado, com um toque de Marrocos (que ambos adoram de tal forma que o escolheram para a lua-de-mel tipo Paris Dakar, com paragens ancoradas em românticos riads, mesmo logo após um invulgar casamento muito à moda da aldeia onde, nem o pé de dança com o grupo folclore trajado a rigor, faltou)...
Uma deliciosa comida num ambiente descontraído e agradável... Foi bom. Obrigada queridos amigos.
terça-feira, 27 de maio de 2014
quarta-feira, 14 de maio de 2014
O inventor da realidade
Antes de falar no meu amigo Salvador que inventa no seu dia-dia novas realidades não se limitando à limitada realidade quotidiana, tenho que fazer uma rápida nota sobre uma notícia que acabei de ver/ouvir na TV... Um desenho animado dinamarquês que se tornou viral, sobre um anti-herói de dentes amarelos (certamente nunca usou um aparelho em dias de sua vida), peludo, feio, punhos fortes e músculos exagerados que montado em dois golfinhos (pareceu-me!) muito mal encarados, leva (à pancada, não distinguindo nem homens, nem mulheres) eleitores renitentes às urnas para a próxima eleição do Parlamento Europeu... Aparentemente é um incentivo ao voto!!!! Fiquei estupefata!
Sobre o Salvador.. telefonou-me ontem a propor um café que aceitei para um dia destes.... Contou-me que tinha iniciado uma nova estória (escreve, já tem várias edições de autor nas prateleiras dos amigos e admiradores) e que por isso se tinha lembrado de mim... Há muitos, muitos anos atrás eu pedi-lhe que escrevesse um conto de fadas e ele assim o fez, à sua maneira, muito cheio de filosofia e ironia... O Salvador trabalha para uma empresa nacional onde subiu por mérito próprio, mas nunca deixou de cantar, compor e organizar... Ultimamente dedica-se inclusive à cozinha porque (confidenciou-me), a paisagem que desfruta por sobre o Sado da janela, inspira-o... Assim como o facto de durante a semana se passear pela linda Lisboa o deixa livre para apreciar de modo vivido e curioso o fim-de-semana em Setúbal... Acha piada à investida matinal nas riscas enviesadas da Av. Luisa Todi e toma café agarrado ao jornal da cidade, às noites em tertúlias animadas e aos passeios a pé pela Serra da Arrábida...
Sobre o Salvador.. telefonou-me ontem a propor um café que aceitei para um dia destes.... Contou-me que tinha iniciado uma nova estória (escreve, já tem várias edições de autor nas prateleiras dos amigos e admiradores) e que por isso se tinha lembrado de mim... Há muitos, muitos anos atrás eu pedi-lhe que escrevesse um conto de fadas e ele assim o fez, à sua maneira, muito cheio de filosofia e ironia... O Salvador trabalha para uma empresa nacional onde subiu por mérito próprio, mas nunca deixou de cantar, compor e organizar... Ultimamente dedica-se inclusive à cozinha porque (confidenciou-me), a paisagem que desfruta por sobre o Sado da janela, inspira-o... Assim como o facto de durante a semana se passear pela linda Lisboa o deixa livre para apreciar de modo vivido e curioso o fim-de-semana em Setúbal... Acha piada à investida matinal nas riscas enviesadas da Av. Luisa Todi e toma café agarrado ao jornal da cidade, às noites em tertúlias animadas e aos passeios a pé pela Serra da Arrábida...
terça-feira, 6 de maio de 2014
Regressar...
....é uma palavra que logo à partida implica retrocesso.... Não que no nosso regresso a lusas terras tivesse ocorrido em verdade um retrocesso... Nada do que deixamos ficou na mesma e não adianta eu procurar o pequeno Francisco ainda de colo que levei para o Brasil, o doce Pedro que dizia "fote" ao invés de "forte", um Luis ainda sem cabelos brancos ou uma Alexandra cheia de energia que gostava de enfrentar o desconhecido.... Mudamos todos, a nossa casa mudou, a família e os amigos, o trabalho e a cidade.... Como em tudo mudamos para melhor e pior. E Deus meu, como é difícil regressar. Tão difícil!
domingo, 4 de maio de 2014
Os DAIM para mim....
....são como as cerejas! Pelo menos há um dito popular que diz " a uma cereja segue-se sempre outra" (e que, as " conversas são como as cerejas" e sem dúvida que sim, quando estou com uma amiga querida nunca conseguimos terminar nenhuma e encadeamos conversas em conversas...). No que concerne a estes deliciosos pedacinhos suecos, o um, que se derrete neste momento na minha boca sabe-me a muito pouco... Da ultima viagem do Luís à Alemanha, veio um saco enorme deles que escondeu cuidadosamente e que divide parcimoniosamente de vez em quando... Chamo-lhe mão-de-vaca, mas a verdade é que a balança nestes dois anos tem sido pouco simpática e a moderação deveria estar sempre na ordem do dia.
Hoje, Dia da Mãe, oferecemos à nossa algo muito especial. A minha mãe tem 83 anos, sofre da doença de Parkinson - diagnosticada por ela própria, mulher sempre extraordinária e fora do seu tempo, no preciso momento em que se havia acabado de reformar, depois de uma carreira incomum em domínios masculinos onde deixou uma marca legítima e especial... Agora é prisioneira de um corpo que não corresponde a uma mente que se mantém ágil e ocupada, fazendo o meu atento pai as vezes dos membros que se recusam a colaborar.
Quando tinha cerca de 10 anos, a avó Ilda com o hábito de tudo dar, considerou-a fora de idade para brincar e por essa razão desfez-se do brinquedo favorito dela em prol de uma priminha mais pequena que nesse dia calhou passar lá por casa. A ela deu-lhe um desgosto sem tamanho e ao longo dos tempos, todos nós, ouvimos vezes sem conta, a discrição de uma pequena cômoda de madeira, de pernas torneadas e gavetas que abriam e fechavam, prenda de um tio querido, habilidoso carpinteiro. E o mundo é redondo... Há uns meses atrás a cômoda acabou por vir parar às mãos da Ana através da dita prima, agora uma anciã que ainda se recordava ter sido a Eulália a primeira a possuir o brinquedo.
Chegou quase sem cor, com um dos puxadores das gavetas partido e um tampo que acusava muitas horas de brincadeiras e poucos cuidados. Levei-a ao Serafim da "Peça Única" que restaura de forma maravilhosa e que fez um trabalho magnífico, restituindo à cômoda o seu primário aspecto e proporcionando à minha mãe, absoluto prazer.
Hoje, Dia da Mãe, oferecemos à nossa algo muito especial. A minha mãe tem 83 anos, sofre da doença de Parkinson - diagnosticada por ela própria, mulher sempre extraordinária e fora do seu tempo, no preciso momento em que se havia acabado de reformar, depois de uma carreira incomum em domínios masculinos onde deixou uma marca legítima e especial... Agora é prisioneira de um corpo que não corresponde a uma mente que se mantém ágil e ocupada, fazendo o meu atento pai as vezes dos membros que se recusam a colaborar.
Quando tinha cerca de 10 anos, a avó Ilda com o hábito de tudo dar, considerou-a fora de idade para brincar e por essa razão desfez-se do brinquedo favorito dela em prol de uma priminha mais pequena que nesse dia calhou passar lá por casa. A ela deu-lhe um desgosto sem tamanho e ao longo dos tempos, todos nós, ouvimos vezes sem conta, a discrição de uma pequena cômoda de madeira, de pernas torneadas e gavetas que abriam e fechavam, prenda de um tio querido, habilidoso carpinteiro. E o mundo é redondo... Há uns meses atrás a cômoda acabou por vir parar às mãos da Ana através da dita prima, agora uma anciã que ainda se recordava ter sido a Eulália a primeira a possuir o brinquedo.
Chegou quase sem cor, com um dos puxadores das gavetas partido e um tampo que acusava muitas horas de brincadeiras e poucos cuidados. Levei-a ao Serafim da "Peça Única" que restaura de forma maravilhosa e que fez um trabalho magnífico, restituindo à cômoda o seu primário aspecto e proporcionando à minha mãe, absoluto prazer.
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